Nova divisão será comandada por Kayleen Walters e pretende ampliar o alcance das marcas Xbox para além dos videogames.

A Microsoft anunciou a criação de uma nova divisão dentro do Xbox chamada XP, criada com uma missão bastante clara: levar as principais franquias da empresa para mais meios de entretenimento e experiências, alcançando públicos que talvez nem sejam jogadores.
A novidade foi apresentada por Matthew Ball, Chief Strategy Officer do Xbox, e faz parte de uma ambição maior da empresa de se tornar a “número um entre as empresas de entretenimento do mundo”.
Para alcançar esse objetivo, o Xbox pretende trabalhar suas propriedades intelectuais de maneira mais ampla, explorando cinema, televisão, produtos, eventos presenciais, experiências imersivas e parcerias com outras marcas e criadores.
Kayleen Walters comandará a XP
A nova divisão será liderada por Kayleen Walters, que assumirá o cargo de presidente da XP.
A ideia é reunir em uma estrutura única diferentes capacidades que já existiam dentro do Xbox há anos. Em vez de cada área trabalhar separadamente, a XP pretende concentrar esses esforços em torno de um objetivo comum: expandir as franquias, alcançar mais pessoas, fortalecer a relação com os jogadores e criar novas oportunidades para conquistar fãs.
E o nome XP não está ali por acaso. A divisão será organizada em quatro grandes áreas: Pictures, Products, Places e Partnerships.
Xbox Pictures
A primeira frente será a Xbox Pictures, responsável por levar os universos e personagens da empresa para filmes, séries de televisão e outras formas de narrativa audiovisual.
A estratégia não chega exatamente como uma surpresa. Franquias do Xbox já possuem presença fora dos videogames, mas a XP pretende transformar esse tipo de expansão em uma parte mais estruturada da estratégia da companhia.
A ideia é apresentar esses mundos para pessoas que talvez nunca tenham colocado as mãos em um controle.
Xbox Products
A segunda área será a Xbox Products, voltada para produtos relacionados às franquias.
A proposta é criar itens que tenham conexão com a comunidade e funcionem como uma forma de os fãs demonstrarem seu carinho pelas propriedades do Xbox.
Aqui entram as possibilidades de produtos licenciados e outros itens ligados às marcas, transformando personagens e universos dos games em algo que possa fazer parte da vida do público também fora da tela.
Xbox Places
Já a Xbox Places será responsável por experiências presenciais.
A divisão pretende reunir comunidades através de eventos ao vivo, experiências imersivas, atrações, transmissões e destinos temáticos.
É uma área particularmente interessante porque leva a ideia de franquia para um espaço físico. Em vez de simplesmente jogar um game baseado em determinado universo, o público poderá eventualmente participar de experiências construídas ao redor dele.
Xbox Partnerships
Por fim, a Xbox Partnerships cuidará das colaborações com criadores, marcas e comunidades.
A intenção é desenvolver novas experiências, patrocínios e colaborações que possam ampliar ainda mais o alcance das franquias.
Na prática, a XP transforma aquilo que antes poderia ser visto como iniciativas separadas em uma estratégia única para explorar o potencial comercial e cultural das propriedades do Xbox.
O Xbox quer ser maior que uma plataforma de games
A criação da XP deixa bastante evidente que a Microsoft não está pensando no Xbox apenas como uma fabricante de consoles ou uma plataforma para vender jogos.
A empresa quer transformar suas franquias em marcas de entretenimento completas.
E, olhando para o tamanho do catálogo atual, existe bastante material para trabalhar. O Xbox possui propriedades como Halo, Gears of War, Forza, Minecraft, The Elder Scrolls, Fallout, Doom, Call of Duty, World of Warcraft, Diablo e muitas outras.
A grande questão agora é descobrir quais dessas franquias serão escolhidas para ganhar novas vidas fora dos videogames e até onde a XP pretende levar essa estratégia.
🎮 Clima SussuWorld
Aqui temos uma mudança interessante na estratégia do Xbox. E, sinceramente, faz bastante sentido.
A Microsoft passou anos comprando estúdios e acumulando franquias. Agora está começando a olhar para esse catálogo não apenas como jogos, mas como propriedades intelectuais que podem existir em vários lugares ao mesmo tempo.
Só existe uma pegadinha importante nessa história: não adianta ter um baú gigantesco de franquias se você não abre o baú.
A XP pode ajudar o Xbox a transformar Halo, Gears, Forza, Fallout, Minecraft e tantas outras propriedades em marcas ainda maiores. Mas isso precisa caminhar junto com a produção de bons jogos. Filme não substitui jogo, camiseta não substitui jogo e atração temática não substitui jogo.
O ideal seria justamente o contrário: um bom jogo puxando uma série, a série trazendo novos fãs, os produtos mantendo a marca viva e os eventos criando uma comunidade ainda maior.
Se a Microsoft conseguir fazer essa engrenagem girar sem esquecer de onde essas franquias nasceram, a XP pode se tornar uma das peças mais interessantes da nova estratégia do Xbox.
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