O free-to-play Highguard, novo shooter PvP focado em raids, já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam). Desenvolvido pela Wildlight Entertainment, o jogo chega com cross-play completo e uma proposta que foge do padrão dos shooters tradicionais. E dá pra dizer que a estreia não passou despercebida.
Um shooter de escalada, não só de tiro
Segundo Chad Grenier, cofundador e diretor do jogo, Highguard foi pensado em torno de um loop pouco explorado no gênero:
“Cada partida é sobre escalada: fortificar, explorar, entrar em conflito, depois coordenar ataques e defesas até sobrar apenas uma base.”
Na prática, Highguard mistura construção de bases, progressão tática e confrontos PvP, criando partidas com começo, meio e fim bem definidos. Não é só correr, mirar e atirar.
O lançamento que não era pra ser assim
Um dos pontos mais curiosos da história de Highguard é o marketing quase inexistente antes do lançamento. E isso foi proposital. O plano original da Wildlight era um shadowdrop, no estilo Apex Legends: lançar o jogo e deixar que ele falasse por si. Só que aí entrou um fator inesperado.
Durante 2025, Geoff Keighley jogou Highguard, gostou muito e quis mostrar o jogo no The Game Awards. Isso mudou completamente a estratégia.
“Aquele trailer não foi feito para ‘educar’ o público”, explicou Jason Torfin, VP de Produto e Publishing. “Ele seria só a primeira peça de um lançamento surpresa, seguido por muito mais contexto.”
O resultado? Um trailer forte, mas sem acompanhamento, que acabou confundindo parte do público por meses.
Hype real… e infraestrutura sofrendo
Apesar disso, o interesse foi imediato no lançamento:
Mais de 63 mil jogadores no Steam em menos de 30 minutos
Relatos de filas longas para entrar no jogo
O site oficial PlayHighguard.com simplesmente caiu por excesso de tráfego
Segundo o SteamDB, o jogo chegou perto de 100 mil jogadores simultâneos, algo que muitos títulos multiplayer sonham em alcançar.
Roadmap insano para 2026 - e tudo grátis

Se tem algo que impressiona em Highguard é o roadmap de 2026. A Wildlight promete conteúdo novo todos os meses, sem cobrar nada por isso. Alguns destaques:
Novo Warden (herói) a cada dois meses
Novas bases seguindo o mesmo ritmo
Novos mapas em junho e outubro
Modo por tempo limitado em julho
Eventos surpresa em outubro e dezembro
Novas armas em abril, junho, agosto e outubro
Amuletos novos em maio, julho, setembro e novembro
Mods em abril, junho, agosto, outubro e dezembro
E vale o esclarecimento importante:
Mapa é o ambiente onde a partida acontece
Base é o “alvo final”, aquilo que você defende ou destrói para vencer
Simples… depois que entende.
Recepção inicial: números altos, reviews divididas
Nem tudo são flores. No lançamento, Highguard recebeu avaliações “majoritariamente negativas” no Steam, principalmente por:
Problemas de performance
Quedas de servidor
Jogadores sendo desconectados
Alguns relatos chamaram atenção, como usuários com PCs muito potentes sofrendo para manter 60 fps. Por outro lado, também surgiram elogios importantes:
“As regras são diferentes. O ritmo de construção, bandeira e cerco torna tudo mais interessante que simples duelo de mira.”
E vale contextualizar: Enquanto muita gente tenta rotular Highguard como um possível “Concord 2”, os números contam outra história. Concord teve pico de 697 jogadores no Steam. Highguard chegou perto de 100 mil.
Um começo turbulento, mas promissor
Highguard estreia com problemas, sim. Mas também estreia com ideias claras, identidade própria e um plano de longo prazo extremamente ambicioso. Agora, tudo depende de uma coisa: se a Wildlight vai conseguir sustentar esse ritmo e corrigir os problemas rápido o suficiente.
Se conseguir, Highguard pode virar um daqueles casos raros de jogo que tropeça na largada… mas encontra seu passo logo depois.
Comentários