A Remedy Entertainment revelou novos detalhes sobre Control Resonant, sequência do aclamado Control. Durante uma apresentação digital para a imprensa, o estúdio esclareceu vários pontos que estavam gerando especulação entre os fãs. Entre eles, a confirmação de que Jesse Faden não será jogável desta vez.

A história agora é de Dylan
Segundo a Remedy, Control Resonant será centrado em Dylan, irmão de Jesse. Apesar de Jesse aparecer e continuar tendo um papel importante na narrativa, o jogo acompanha a jornada pessoal de Dylan. O diretor de comunicação do estúdio, Thomas Puha, explicou que a equipe decidiu esclarecer isso cedo para evitar expectativas erradas.
A personagem aparece inclusive no trailer de anúncio, mas não será controlável pelo jogador.
Combate focado em melee e poderes sobrenaturais
Diferente do primeiro jogo, que dava bastante destaque às armas de fogo e habilidades telecinéticas, Control Resonant aposta mais em combate corpo a corpo. Dylan utiliza uma arma metamórfica chamada Aberrant, que pode mudar de forma durante o combate. A gameplay segue um ciclo de combate baseado em agressividade:
- golpes corpo a corpo restauram recursos de habilidades
- habilidades podem atordoar inimigos
- inimigos atordoados podem sofrer execuções
- execuções aumentam temporariamente o dano melee
A ideia é incentivar um estilo de jogo mais ofensivo e fluido.
Não é um Soulslike
Com o foco maior em combate corpo a corpo, muitos jogadores começaram a especular que o jogo poderia seguir a fórmula dos Soulslike. A Remedy tratou de negar isso. Segundo o estúdio, Control Resonant é um action RPG, mas não terá mecânicas típicas do gênero Soulslike. Por exemplo:
- o jogo terá esquiva (dodge)
- não haverá sistema de parry
Além disso, diferentes estilos de build serão possíveis, incluindo opções mais táticas com invocações como Mold Turrets, que atacam automaticamente.
Manhattan distorcida, mas não mundo aberto
O jogo se passa em uma versão surreal de Manhattan. No entanto, a Remedy afirmou que não será um mundo aberto tradicional. O mapa será dividido em zonas distintas, cada uma com atividades próprias. O objetivo é evitar aquela sensação de mapa gigantesco cheio de tarefas repetitivas.
Segundo o diretor criativo Mikael Kasurinen, a filosofia aqui é “menos é mais”.
Missões narrativas e escolhas em diálogos
O jogo também terá World Quests, missões narrativas independentes da campanha principal. Além disso, haverá um sistema de diálogo inspirado em Firewatch. Durante conversas, o jogador poderá fazer escolhas que influenciam a interação com os personagens. Mesmo assim, o jogo terá apenas um final, pois a Remedy quer manter uma narrativa mais coesa.
Nova personagem importante
Entre os novos rostos está Zoe De Vera, agente de campo do FBC que atua como guia de Dylan durante a jornada. A relação entre os dois personagens deve formar o núcleo emocional da história.
Clima SussuWorld 🌀
Control sempre foi um daqueles jogos com identidade muito própria. Mistura de:
- ficção científica estranha
- poderes sobrenaturais
- narrativa meio Arquivo X com David Lynch
Trocar a protagonista é uma decisão ousada, mas faz sentido se a ideia for explorar o lado mais sombrio da história envolvendo Dylan. Agora fiquei curioso: você prefere quando sequências mantêm o mesmo protagonista ou curte quando a história muda completamente o foco como aqui?
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