Review | Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots: Kept You Waiting, Huh?

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Sabe aquela frase do Big Boss?

“Kept you waiting, huh?”

Pois é.

Metal Gear Solid 4 deixou a gente esperando pra cacete.

Ficou preso no PlayStation 3 durante anos, enquanto a gente olhava de longe pensando: “Uma hora esse negócio ainda sai daqui.”

E finalmente saiu.

Chegou na Metal Gear Solid Collection Volume 2, junto com Peace Walker e Ghost of Babel. E vou ser sincero: não vou ficar aqui medindo resolução, textura e comparação técnica. Quem acompanha já sabe. O que me interessa é outra coisa.

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Como é voltar a jogar Metal Gear Solid 4 tantos anos depois?

A resposta é simples:

É bom DEMAIS.

Eu sou fã de Metal Gear até o osso. Terminei todos. Quando soube que o 4 finalmente vinha na Collection, não pensei duas vezes. E olha que eu normalmente não compro jogo na pré-venda.

Esse aqui eu comprei.

Dane-se. É Metal Gear 4.

Na época eu não tinha PS3. Tinha Xbox 360. Mas eu queria jogar aquele jogo de qualquer jeito. Aí entra uma das maiores maracutaias da minha vida de jogador.

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Eu tinha um amigo com PlayStation 3. Só que ele não tinha Metal Gear 4. Apareceu um cara querendo trocar o MGS4 por Call of Duty: World at War. Eu vi na internet gente falando que aquele CoD tava dando problema no leitor do PS3 e comecei a plantar a sementinha.

“Esse jogo aí tá dando problema no leitor, hein…”

“Não sei não…”

“Melhor trocar.”

Resultado?

Ele trocou.

E eu fui jogar Metal Gear Solid 4 na casa dele.

Várias vezes.

Ele assistia. Eu jogava. Até que um dia eu terminei o jogo lá mesmo.

Olha o que esse cidadão fez pra conseguir jogar Metal Gear 4 naquela época.

E o mais engraçado é que, depois disso, o jogo ficou todos esses anos preso no PS3. Você tinha vontade de jogar de novo, mas precisava daquele console.

Agora não.

O Snake voltou.

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E quando você começa a jogar, percebe uma coisa: Metal Gear Solid 4 continua lindo.

Já era escandalosamente bonito quando saiu. Fazia a gente parar pra olhar. E mesmo hoje, depois de tanta coisa que já passou nos videogames, a apresentação ainda impressiona.

Mas o mais importante é que não ficou só bonito.

O gameplay continua excelente.

Tem jogo que você pega anos depois e pensa: “Meu Deus, como eu jogava isso?”

Aqui não.

A movimentação funciona. O combate funciona. A infiltração funciona. Aquela mistura de ação com espionagem continua segurando o jogo muito bem.

E tem uma coisa que pra mim pesa demais:

David Hayter está de volta.

Pode falar o que quiser do Kiefer Sutherland. O cara é excelente. Mas pra quem passou mais de vinte anos ouvindo aquela voz do Snake, não dá pra fingir que é a mesma coisa.

No Phantom Pain, quando entra o Kiefer, parece que falta alguma coisa. Não parece o Snake. E não é culpa do Kiefer. É que David Hayter é a voz do Snake pra quem cresceu com a série.

Então ouvir aquilo de novo em Metal Gear Solid 4 bate diferente.

É memória.

É nostalgia.

É pegar o controle e pensar:

“Caramba… o VERDADEIRO Snake voltou.”

E prepare tempo.

Muito tempo.

Porque se tem uma coisa que Metal Gear Solid 4 nunca teve medo foi de cutscene.

E que cutscenes.

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Se você tá acostumado com jogo atual que conta a história enquanto você joga, aqui é outro esquema. Tem hora que você senta no sofá e assiste.

O final então…

Se a memória não me engana, passa fácil de uma hora.

E sabe o que é mais engraçado?

Eu tô jogando em doses homeopáticas.

Não quero correr.

Não quero terminar rápido.

Quero aproveitar.

Quero lembrar.

Quero chegar numa parte e pensar:

“Caralho… eu lembro disso.”

Porque depois de tantos anos, jogar Metal Gear Solid 4 não é só voltar pra um jogo.

É voltar pra uma época.

E talvez seja por isso que eu não queira terminar logo.

Eu quero aproveitar cada pedaço dessa volta.

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Vale a pena?

Se você tá na dúvida, não fique.

Vale o investimento. Vale jogar. Vale relembrar. Vale pegar o controle e passar de novo por uma história que ficou presa tempo demais num console só.

Principalmente se você é fã de Metal Gear.

Porque aqui a nostalgia não precisa esconder jogo velho.

Metal Gear Solid 4 continua sendo um puta jogo.

Continua bonito. Continua jogável. A história continua gigante, maluca e cheia daquele drama que só Metal Gear faz. E agora finalmente dá pra jogar de um jeito muito mais acessível.

Eu comecei essa jornada querendo reencontrar um jogo que ficou preso no passado.

Encontrei um velho conhecido.

Um que eu não via há muitos anos.

Quando o Snake apareceu de novo na minha frente, a sensação foi quase a de encontrar um amigo depois de muito tempo.

Você olha e pensa:

“Ô, amigo… você voltou, né?”

E dessa vez, xará…

eu não vou deixar você esperando.

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