Se você é fã de The Expanse e cresceu sonhando com um RPG espacial à moda antiga, daqueles que realmente respeitam suas decisões, Osiris Reborn pode ser exatamente o jogo que estava faltando no seu radar. Em uma nova entrevista, os desenvolvedores abriram o jogo e revelaram uma avalanche de detalhes que ajudam a entender melhor a ambição do projeto. E olha… não é pouca coisa.
Uma jornada longa, flexível e cheia de consequências
Segundo o estúdio, The Expanse: Osiris Reborn deve oferecer entre 30 e 40 horas de campanha, dependendo muito do seu estilo de jogo e do quanto você se envolve com conteúdo opcional.
O sistema de combate aposta em presets de estilo, mas sem te colocar em uma camisa de força. Dá pra jogar como sniper e ainda usar um canhão de ombro se encontrar um no caminho. A ideia é incentivar a experimentação… pelo menos no começo. Em algum momento, porém, o jogo vai exigir compromisso. Não dá pra trocar de build para sempre. E sim, escolhas importam. Muitas.
O jogo está repleto de decisões, e nem sempre ele vai te avisar quando você estiver diante de algo grande. Algumas escolhas mudam o rumo da história, outras apenas o tom dos diálogos. Mas tudo fica registrado no mundo, nos personagens e na forma como eles reagem a você.
Criação de personagem e companheiros com vida própria
Na criação de personagem, o jogador pode escolher ser Earther, Belter ou Martian, além de definir gênero, tipo de corpo, rosto e até um detalhe curioso: você terá um irmão ou irmã gêmea, que faz parte da narrativa. Os companheiros são um dos grandes focos do jogo. Cada um tem sua própria história, conflitos, filiações políticas e opiniões sobre os eventos principais. Eles comentam decisões, dão conselhos e, em alguns casos, até sugerem apoio militar.
Você pode ajudar… ou simplesmente ignorar. Mas saiba: alguns companheiros podem morrer, dependendo das suas escolhas. E sim, romances estão confirmados. Relações são dinâmicas, cheias de atritos, ainda mais considerando que todo mundo está preso dentro de uma nave por longos períodos.
Combate tático, gadgets e realismo espacial
Fiel ao espírito de The Expanse, o jogo aposta em um universo mais pé no chão. Tecnologia, armas, viagens espaciais, radiação… tudo tenta seguir uma lógica mais realista. No combate, há habilidades ofensivas e defensivas, granadas, escudos, drones, canhões de ombro e uma grande variedade de gadgets. Inclusive, é totalmente viável montar um estilo de jogo focado muito mais em dispositivos do que em armas tradicionais.
As inspirações são claras e bem assumidas: Mass Effect, Persona, Final Fantasy, jogos Souls, além de tiroteios com cobertura influenciados por The Division e Gears of War. Já o comportamento dos companheiros bebe de fontes como Uncharted e The Last of Us.
Exploração, hubs sociais e mudanças visíveis no mundo
O jogador poderá explorar o Cinturão, encontrando locais esquecidos pelo tempo. Existem vários hubs sociais, tanto em planetas quanto em estações espaciais, onde dá pra interagir com companheiros, beber em bares, comprar equipamentos e absorver o clima do universo.
Missões secundárias não são descartáveis. Algumas delas podem impactar diretamente sua campanha. E mais: certas escolhas causam mudanças visuais reais em personagens, ambientes e locais importantes. No fim das contas, The Expanse: Osiris Reborn parece menos interessado em te conduzir pela mão e mais focado em te observar tomar decisões… e viver com elas.
Se cumprir tudo o que está prometendo, pode ser um dos RPGs espaciais mais interessantes dos próximos anos.

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