A Hamster Corporation abriu o baú da nostalgia e anunciou a linha inicial do Console Archives, nova série focada em trazer jogos clássicos originalmente lançados para consoles domésticos de volta à ativa no hardware moderno. A proposta é simples e poderosa: preservar relíquias jogáveis da era 8 e 32-bit com versões oficiais para plataformas atuais.
Os primeiros títulos já começam a chegar nas próximas semanas para PlayStation 5 e Switch 2, com uma mistura bem interessante de ação, estratégia, RPG e esquisitices cult que só os anos 80 e 90 sabiam produzir.
Entre espadas, pranchas e monstros de bolso, o cardápio retrô está servido.
Primeiros destaques já disponíveis
Dois nomes já largam na frente:
Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos (Tecmo, 8-bit)
Já disponível no Switch 2 e chega ao PS5 em 14 de fevereiro. A sequência clássica do ninja mais casca grossa do 8-bit retorna com seus pulos milimétricos e inimigos posicionados com sadismo cirúrgico.
Cool Boarders (UEP Systems, 32-bit)
Também já disponível no Switch 2 e chegando ao PS5 em 14 de fevereiro. O snowboard que ajudou a definir a fase radical do primeiro PlayStation volta para mais uma descida sem corrimão de segurança.
Lineup confirmado do Console Archives
A Hamster detalhou a primeira leva de jogos que farão parte do projeto:
- Doraemon (Hudson, 8-bit) – previsto para 30 de julho
- Nobunaga’s Ambition (KOEI, 8-bit)
- MagMax (Nichibutsu, 8-bit)
- Sonic Wings Special (Video System, 32-bit)
- Dezaemon Plus (Atena, 32-bit)
- Rhapsody: A Musical Adventure (Nippon Ichi Software, 32-bit)
- Master of Monsters: Disciples of Gaia (Toshiba-EMI, 32-bit)
- Monster Rancher Hop A Bout (Tecmo, 32-bit)
- UFO: A day in the life (ASCII, 32-bit)
Tem estratégia raiz, RPG cult, shooter clássico e até jogo experimental que muita gente só viu em revista importada. É aquela prateleira que mistura obra-prima com curiosidade histórica, e justamente por isso fica ainda mais saborosa.
Preservação jogável é o verdadeiro chefão final
O movimento da Hamster amplia o trabalho que ela já faz com relançamentos arcade e agora mira com mais força no território dos consoles caseiros. Para quem curte história dos games, isso é praticamente arqueologia interativa com controle na mão.
Se o ritmo continuar, o Console Archives pode virar uma cápsula do tempo jogável, dessas que não ficam só na estante, mas pedem energia, tela e algumas horas de vida.
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