A mudança anunciada pela Xbox para limitar o uso do Cloud Gaming dentro do Game Pass acaba de ganhar uma reviravolta importante.

A Microsoft começou a enviar e-mails para alguns assinantes informando que os novos limites de horas não serão aplicados às assinaturas atuais, desde que o usuário continue em um plano com renovação automática.
Só tem um detalhe: aparentemente isso não vale para todos os países.
Assinantes atuais podem escapar do limite
Na semana passada, a Xbox anunciou que, a partir de novembro, o Cloud Gaming passará a ter limites mensais de utilização dependendo do plano contratado.
O Game Pass Ultimate terá direito a 15 horas de streaming por mês, enquanto o Game Pass Premium terá 10 horas e o Game Pass Essential, apenas 5 horas.
Depois de atingir o limite, o assinante poderá adquirir tempo adicional de jogo.
Agora, alguns usuários começaram a receber uma comunicação diferente da Microsoft.
No e-mail, a empresa explica que as mudanças anunciadas “neste momento afetarão apenas novas compras” e não modificarão a assinatura atual do consumidor no mercado em que ele reside, desde que permaneça em um plano com renovação automática.
Ou seja, para determinados assinantes, a estratégia parece ser:
continua pagando e renovando automaticamente? O limite novo não entra na sua assinatura atual.
Mas existe uma pegadinha importante.
Cancelou e voltou? Aí muda de figura
A própria Microsoft deixa claro que essa proteção não acompanha necessariamente o consumidor para sempre.
Caso o usuário cancele a assinatura e posteriormente volte a assinar, ele passará a receber a quantidade de horas de Cloud Gaming correspondente ao seu plano.
A empresa também afirma que, caso seja necessário realizar alguma mudança na conta existente, o consumidor será avisado com pelo menos 60 dias de antecedência, podendo cancelar ou alterar o plano.
Isso cria uma espécie de incentivo para que assinantes antigos permaneçam onde estão.
Quem possui uma assinatura antiga protegida pelas condições atuais pode pensar duas vezes antes de cancelar.
E isso é especialmente relevante para quem utiliza bastante o Cloud Gaming.
Brasil está entre os países que receberam o aviso
Jogadores começaram a perceber que o comunicado não parece estar sendo distribuído de maneira uniforme pelo mundo.
Usuários no Reddit relataram ter recebido o e-mail em países como Austrália, Brasil, Polônia e Alemanha.
Ao mesmo tempo, relatos indicam que usuários dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido não receberam a mesma comunicação.
Isso sugere que pode existir uma explicação regulatória por trás da diferença.
As regras que tratam de contratos de assinatura e alterações de condições comerciais variam entre os países. Em algumas regiões, empresas podem enfrentar restrições maiores para alterar condições de contratos existentes sem aviso prévio ou consentimento do consumidor.
Por enquanto, a Microsoft não explicou publicamente por que a proteção está sendo aplicada dessa maneira diferente entre os mercados.
Microsoft diz que o Cloud Gaming ficou caro demais
A justificativa apresentada pela Xbox para estabelecer os limites é econômica.
A empresa afirmou que o custo para oferecer Cloud Gaming aumenta conforme mais pessoas utilizam o serviço e passam mais tempo jogando.
Segundo a Microsoft, estabelecer limites mensais permite continuar oferecendo o serviço enquanto a companhia segue investindo em confiabilidade e desempenho.
A empresa também reconheceu que, para alguns jogadores, a mudança poderá resultar em custos maiores, já que será possível comprar tempo adicional depois de atingir a franquia mensal.
A Microsoft estima que apenas 4% dos assinantes do Game Pass, considerando os padrões atuais de utilização, serão afetados diretamente pelos limites.
Mas existe uma diferença importante entre dizer que apenas 4% serão afetados hoje e estabelecer uma regra que passa a valer para todos os novos assinantes.
O curioso efeito da mudança
A situação cria uma divisão bastante curiosa dentro do próprio Game Pass.
De um lado, temos assinantes antigos em determinados mercados que podem continuar utilizando o Cloud Gaming sob as condições atuais enquanto mantiverem sua renovação automática.
Do outro, novos assinantes desses mesmos planos já entram no sistema com limites mensais.
E existe ainda um terceiro grupo: quem cancelar uma assinatura protegida e depois decidir voltar.
Nesse caso, a proteção pode desaparecer.
Na prática, a Microsoft pode estar criando uma espécie de “grandfathering” regional, mantendo determinadas condições para clientes existentes enquanto aplica o novo modelo às novas contratações.
É uma solução que pode fazer sentido do ponto de vista contratual e regulatório, mas também torna a situação do Game Pass consideravelmente mais complicada.
Principalmente porque agora vale aquela velha regra dos serviços digitais:
se sua assinatura está funcionando do jeito que você gosta, talvez seja melhor pensar duas vezes antes de apertar o botão “Cancelar”.
Clima SussuWorld 🎮
RAPAZ... O BRASIL ENTROU NA LISTA! 😂
Essa informação muda bastante a conversa que a gente vinha tendo sobre o limite do Cloud Gaming.
Porque não é simplesmente “a Microsoft vai limitar todo mundo a 15 horas”. Dependendo do país e, aparentemente, da data em que você assinou, pode existir uma diferença enorme entre dois usuários pagando pelo mesmo Game Pass Ultimate.
E essa história de “se cancelar e voltar, você perde a condição antiga” é especialmente interessante.
Imagina o cidadão:
“Vou cancelar o Game Pass porque esse mês não estou jogando.”
Dois meses depois:
“Vou voltar.”
Xbox:
“Claro! São 15 horinhas. 😈”
😂😂😂
Ainda precisamos de uma explicação oficial da Microsoft sobre por que Brasil, Austrália, Polônia e Alemanha estão recebendo esse tratamento enquanto EUA, Canadá e Reino Unido aparentemente não.
Mas uma coisa já ficou clara: o novo modelo do Cloud Gaming não está sendo implementado de maneira exatamente igual em todos os mercados.
E isso pode ter muito mais a ver com legislação e regras de proteção ao consumidor do que simplesmente com uma escolha comercial da Microsoft.
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