Sonic Racing: CrossWorlds vendeu 1 milhão… mas a SEGA esperava muito mais !!

Demorou para isso aparecer. Mas agora que vazou um trecho de um relatório financeiro interno da SEGA, a história de Sonic Racing: CrossWorlds ganhou um novo peso. E, sinceramente, ela é bem mais complexa do que “vendeu bem” ou “fracassou”.

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O jogo passou de 1 milhão de cópias vendidas no mundo todo. Recebeu notas altas da crítica. No Steam, mais de 95% dos reviews são positivos. Em qualquer outro contexto, isso seria uma vitória. Só que, para a SEGA, isso não foi suficiente.

Em uma apresentação corporativa de novembro de 2025, o vice-presidente Koichi Fukazawa foi direto: o desempenho inicial do jogo não atendeu às expectativas da empresa. E isso muda completamente a leitura do que está acontecendo nos bastidores. A SEGA confirmou oficialmente aquele primeiro milhão. Mas o plano interno já é outro: vender mais 1 milhão de cópias dentro do mesmo ano fiscal, sustentando o jogo com atualizações, DLCs e colaborações com outras IPs.

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Traduzindo: CrossWorlds não explodiu como eles esperavam. Agora ele precisa se pagar ao longo do tempo. E aqui vem a parte mais interessante. Para um jogo comum, 1 milhão é sucesso. Para Sonic, mascote histórico da empresa e IP principal da SEGA, isso é apenas o mínimo aceitável. Quando um projeto desses nasce, o alvo não é “vamos ver no que dá”. O alvo é Mario Kart. É vender milhões e milhões ao longo de anos. É virar plataforma viva, com DLC, eventos, temporadas e receita recorrente.

Quando isso não acontece logo no lançamento, o projeto muda de categoria dentro da empresa. CrossWorlds saiu da prateleira de “blockbuster” e foi para a de “vamos manter vivo até dar retorno”. E isso explica tudo o que estamos vendo agora. Os crossovers. Os personagens convidados. Os eventos. O suporte constante. Nada disso é caridade com o jogador. É uma tentativa clara de transformar um começo morno em um sucesso tardio.

O mais curioso é o contraste quase cruel entre percepção pública e realidade corporativa. Para os jogadores, CrossWorlds é um ótimo jogo. Para a SEGA, ele ainda está abaixo do que deveria ser financeiramente. E isso escancara algo que muita gente prefere ignorar: hoje em dia, nem jogos bem avaliados, nem comunidades felizes, garantem sucesso comercial automático. O mercado ficou caro demais, competitivo demais e dependente demais de cauda longa.

Se Sonic, com toda a força da marca, precisa lutar para alcançar 2 milhões, imagina o resto da indústria. Agora a pergunta que fica no ar é simples e pesada: CrossWorlds vai conseguir virar esse jogo ao longo do tempo ou vai entrar para a lista dos “bons jogos que não viraram fenômeno”?

A resposta vai sair não nas notas do Metacritic, mas no próximo relatório financeiro.

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